Comecei a fumar em 1958 e segui a trilha do vício até maio de 1981, quando a pedido de minha mãe e fazendo promessa para que ela recuperasse a saúde, parei de fumar até novembro de 1984 quando mergulhei de novo no vício. Daí para frente foram incontáveis tentativas para parar sem êxito. Em meados de 1988 minha esposa contou-me que nosso filho do meio estava começando o vício do fumo. Fui então conversar com ele e a conversa foi mais ou menos assim: “Meu filho, estou terrivelmente frustrado e triste porque me considero um cara sem virtudes para servir de exemplo a você” Perguntou-me o porquê dessa tristeza e eu então completei “Eu não devo ter virtude nenhuma, pois você é testemunha do esforço que estou fazendo para parar de fumar, mil e uma tentativas frustradas e no entanto você está me copiando. Isto me faz pensar que não devo ter nada de bom para você copiar. Você pegou o mais triste e errado de minha vida para copiar.”
Foi o bastante. Nunca mais tive notícia de qualquer de meus filhos fumando. Em 1993, no dia do casamento dele, meu irmão mais velho que fumava também, estava na recepção comendo e bebendo sem fumar. Perguntei a ele pelo cigarro e ele disse-me ter parado, de repente, “no tapa”. Perguntei como foi isso. Respondeu-me com outra pergunta: “Você se considera agraciado em sua vida com bênçãos de Deus? Se você acha que sim, converse com Ele dizendo que em reconhecimento a tantas graças recebidas, você vai fazer um sacrifício muito grande para parar de fumar.” Este papo com meu irmão foi no dia 02/10/1993. A partir do dia 03/10/1993, até a presente data nunca mais fumei, embora até hoje ainda sonhe com cigarro.
Este caso tenho certeza que qualquer pessoa que queira parar de fumar e tenha muita fé em Deus, fazendo o que eu fiz, também conseguirá parar, pois Ele próprio dará forças para que se tenha êxito nesta missão.
Josué Antonio
joseuvon@oi.com.br
sexta-feira, 18 de abril de 2008
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