É inacreditável! É absolutamente deplorável o que os deputados lá em Mato Grosso fizeram. Compraram com o erário público cadeiras de 3 mil reais cada uma com controle remoto para acioná-las, em suas funções de massagens vibratórias, temperaturas variáveis e sabe-se lá mais o que elas fazem, a título de correção de problemas de saúde como tromboses, artroses e outros oses que nós, população trabalhadora não podemos nos dar ao luxo nem de saber o que são tais coisas. Um bando de manés, que o próprio povo lá colocou, arvorando-se em arautos da modernidade esquecendo-se de sua missão maior que é de cuidar da saúde, moradia, segurança, cultura e lazer do povo que os elegeu.
Os franceses fizeram a marcha da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, munidos de foices, facões, pedaços de pau, pedras, e conseguiram tudo a ferro e fogo, ceifando a vida dos opressores e governantes criminosos.
O senhor Fernando Collor de Melo por muito menos foi objeto de uma cruzada cívica encetada por jovens e pelo povo brasileiro insatisfeitos como o que se apurou de errado em sua administração.
Nossos hermanos argentinos por questões ínfimas de atentados aos seus sentidos patrióticos, incendeiam, fazem greves, brigam por sua pátria.
Nós, brasileiros, vemos os políticos de uma maneira quase que geral, assaltando os cofres públicos através de licitações enganosas, desvios de recursos, apadrinhamento de criminosos, formando quadrilhas imensas que, rastreadas por polícias internacionais caíram no domínio público da imprensa mundial como ladrões, e continuam aqui no Brasil passeando livremente suas criminalidades impunes e imunes a execração pública, como se nada tivessem feito, mostrando ao povo que no Brasil, ser político desonesto é bom, lucrativo e direito, visto que não existe punição nem perseguição como seria de se supor que acontecesse.
Finalizando, lembro com saudades da receita que meu pai tinha para os criminosos: uma surra de borracha no couro em pelo a noite para dormir quentinho e outra pela manhã para lembrar do que se fez de errado no dia anterior.
Josué Antonio
josuevon@oi.com.br
segunda-feira, 7 de abril de 2008
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